
A Voz do
Coração.
Um livro que nasce da casa. Retratos, histórias e os fios que tecem uma comunidade intergeracional.
Memórias que não se contam aos netos
perdem-se para sempre.
O objeto.
Para guardar, oferecer, herdar. Toca nas imagens para ampliar.
Muitas vozes, um mesmo coração.
«A Voz do Coração» reúne tributos de várias pessoas aos seus avós, através de arte, desenho e escrita. Cada autor partilha à sua maneira uma memória, um gesto, uma figura que ficou — quem foram, o que nos deixaram.
É também um tributo ao projeto «Croché Abraço com Linhas», que tem unido gerações em torno de um único fio.
Porque há sentimentos que não cabem apenas na lembrança: precisam de ganhar expressão. É nesse encontro entre imagem e palavra que o coração encontra a sua voz.
A história que precede esta casa.

Todas as casas têm uma história. História que antecede a sua construção. A história que se reveste de sonhos, recomeços, recordações.
A Casa dos Avós nasce como homenagem aos nossos avós. Avós que nos marcam para a vida inteira. Que deixam os gestos, o olhar, o exemplo, o colo, os aromas.
A Casa dos Avós é também o lugar do mundo mais doce e mais seguro. Há sempre braços abertos, beijos demorados e um aroma doce de canela.
Os avós trazem-nos força, resiliência e bravura. Enfrentaram muitos desafios que hoje deixaram de fazer parte da nossa vida (e muitos deles, bem). São exemplos de pessoas que nunca deixam de acreditar, que sabem o quanto a vida por vezes é difícil, mas não se deixam vencer.
A infância dos nossos avós foi uma aventura. Descobriram brincadeiras, saltaram muros, roubaram fruta, andaram descalços, e a rua foi muitas vezes o seu quarto de brincar com jogos de batalhas infindáveis, onde os joelhos sangravam.
As suas histórias são dignas de ser ouvidas, registadas e guardadas nos cadernos, num filme, mas especialmente no nosso coração.
A Casa dos Avós é uma homenagem a essas pessoas, e em especial, os meus avós e ao seu exemplo. Os meus avós paternos, António e Amélia, e os meus avós maternos José e Augusta.
A Casa dos Avós nasce concretamente de uma história vivida por mim com a minha avó Augusta, Vovó Gustinha para os netos. Uma mulher de guerra, daquelas que endureceu o peito para cuidar dos outros e nunca desistir.
A Vovó Gustinha nasceu em 1920 e viveu até aos 101 anos. Até para lá dos 100 anos continuou a sonhar.
Passou momentos de desânimo, de tristeza, de revolta pela velhice, mas nunca desistiu de se interessar pelo mundo. Adorava ver futebol.
Num desses momentos de maior desânimo, porque as pernas já não respondiam de forma autónoma, e uma das mãos e braço já há muito tinham paralisado, e porque eu sabia que os sonhos continuavam vivos, convidei-a a fazer croché…
A história continua no livro.
O detalhe.

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